{"id":855,"date":"2014-10-30T05:30:58","date_gmt":"2014-10-30T05:30:58","guid":{"rendered":"https:\/\/py2gw.qsl.br\/?p=855"},"modified":"2014-10-30T05:30:58","modified_gmt":"2014-10-30T05:30:58","slug":"operacoes-por-satelites","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/py2gw.qsl.br\/?p=855","title":{"rendered":"Opera\u00e7\u00f5es por Sat\u00e9lites"},"content":{"rendered":"<p>VOC\u00ca SABE OPERAR SAT\u00c9LITES.<\/p>\n<p>Por PY2MXK, M\u00e1rio Keiteris<\/p>\n<p>Com este artigo pretendo abrir uma s\u00e9rie sobre este tema ainda pouco conhecido pelos colegas radioamadores. Nessa \u00f3ptica, entenda-se por comunica\u00e7\u00f5es espaciais a comunica\u00e7\u00e3o das esta\u00e7\u00f5es do Servi\u00e7o de Amador com astronautas radioamadores a bordo de naves espaciais ou transbordadores, o uso de sat\u00e9lites artificiais em \u00f3rbita para retransmiss\u00e3o das suas emiss\u00f5es ou simples recep\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o e o uso de corpos celestes como a lua como repetidores passivos.<\/p>\n<p>Ainda este ano teremos oportunidade de possuir um repetidor na lua atrav\u00e9s de uma nave chinesa, segundo consta brevemente teremos um repetidor em Marte. Aguardem, a tecnologia avan\u00e7a rapidamente, tente acompanha-la.<\/p>\n<p>Os sat\u00e9lites artificiais de comunica\u00e7\u00f5es podem ser geralmente agrupados em tr\u00eas tipos principais de acordo com os par\u00e2metros da sua \u00f3rbita em redor da terra. Assim sendo podemos classific\u00e1-los em sat\u00e9lites de baixa altitude com \u00f3rbita quase circular, de alta altitude com \u00f3rbita el\u00edptica e os sat\u00e9lites geoestacion\u00e1rios.<\/p>\n<p>As \u00f3rbitas de baixa altitude, tal como o seu pr\u00f3prio nome indica situam-se entre 335 Kilometros e os 40.000 Kilometros. Os sat\u00e9lites neste tipo de \u00f3rbita descrevem um movimento circular em volta da terra atra\u00edda pela gravidade do planeta com poucas varia\u00e7\u00f5es de altitude em rela\u00e7\u00e3o a terra. Desta forma estes dispositivos d\u00e3o v\u00e1rias voltas ao mundo por dia passado sempre por cima de regi\u00f5es diferentes j\u00e1 que se afastam algumas dezenas ou centenas de Kilometros em rela\u00e7\u00e3o aos pontos em terra por baixo de si na passagem anterior.<\/p>\n<p>Nas \u00f3rbitas de alta altitude, os sat\u00e9lites para al\u00e9m desse movimento circular em volta do planeta ainda exibem uma outra particularidade que \u00e9 o movimento el\u00edptico, ou seja, cada movimento de rota\u00e7\u00e3o tem um ponto de maior afastamento e outro de maior proximidade em rela\u00e7\u00e3o a terra.<\/p>\n<p>Os sat\u00e9lites geoestacion\u00e1rios mant\u00eam uma \u00f3rbita fixa a cerca de 35.800 Kilometros acima do equador. S\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel manterem-se 24 horas por dia nessa posi\u00e7\u00e3o porque viajam precisamente \u00e0 mesma velocidade do planeta e na mesma dire\u00e7\u00e3o. A grande necessidade do seu uso obrigou a estabelecer-se uma cintura com 3\u00ba de longitude de separa\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria entre cada uma das posi\u00e7\u00f5es pr\u00e9-definidas para alojamento destes sat\u00e9lites usados sobretudo para liga\u00e7\u00f5es intercontinentais de r\u00e1dio, televis\u00e3o, telefone e outros tipos de comunica\u00e7\u00f5es. At\u00e9 \u00e0 presente data n\u00e3o h\u00e1 conhecimento de nenhum tipo poss\u00edvel de utiliza\u00e7\u00e3o de sat\u00e9lites geoestacion\u00e1rios no servi\u00e7o de amador por sat\u00e9lite para comunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Como vimos em rela\u00e7\u00e3o aos sat\u00e9lites de \u00f3rbitas quase circulares e el\u00edpticas a sua posi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao solo varia com o tempo. Este fato torna a comunica\u00e7\u00e3o ou a simples recep\u00e7\u00e3o dos seus sinais somente poss\u00edvel quando n\u00e3o h\u00e1 impedimentos ou barreiras f\u00edsicas na liga\u00e7\u00e3o com a esta\u00e7\u00e3o terrestre, ( nomeadamente s\u00f3 quando o sat\u00e9lite se eleva acima do horizonte).<\/p>\n<p>O conjunto de par\u00e2metros usados para calcular a posi\u00e7\u00e3o atual do sat\u00e9lite em rela\u00e7\u00e3o ao ponto da terra onde se encontra a esta\u00e7\u00e3o de solo denominam-se Elementos Keplerianos. Qualquer computador pessoal disp\u00f5e hoje de uma incr\u00edvel variedade de programas ou aplica\u00e7\u00f5es inform\u00e1ticas mais ou menos sofisticadas e precisas para cumprir esta opera\u00e7\u00e3o com sucesso na esta\u00e7\u00e3o de radiocomunica\u00e7\u00f5es, o que torna f\u00e1cil e acess\u00edvel.<\/p>\n<p>Associa\u00e7\u00f5es de radioamadores que se dedicam a este tipo de comunica\u00e7\u00f5es como a  AMSAT  e  organiza\u00e7\u00f5es espaciais como a NASA, (entre outras entidades), fornecem e atualizam mesmo via Internet listagens de Elementos Keplerianos para programa\u00e7\u00e3o dos sistemas caseiros de c\u00e1lculo de posicionamento, tornando-se a \u00fanica responsabilidade do radioamador a inser\u00e7\u00e3o esses dados no programa sempre que ache necess\u00e1rio faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p>Para se trabalharem os sat\u00e9lites que disponibilizam comunica\u00e7\u00f5es no servi\u00e7o de amador por sat\u00e9lite as esta\u00e7\u00f5es devem equipar-se com os meios adequados a fazerem uso dos repetidores ou instrumenta\u00e7\u00e3o instalada a bordo. Correntemente, a maior parte das comunica\u00e7\u00f5es acess\u00edveis destes sat\u00e9lites s\u00e3o sobretudo as retransmiss\u00f5es do sinal, seja este em telefonia ou nos modos digitais. Para esta opera\u00e7\u00e3o, tal como acontece com as vulgares esta\u00e7\u00f5es repetidoras terrestres, existe um canal de acesso e um de sa\u00edda ou recep\u00e7\u00e3o. Estes canais s\u00e3o vulgarmente conhecidos como &#8221; uplink &#8221; (canal de subida) e &#8221; downlink &#8221; (canal de descida ).<\/p>\n<p>Sendo o ideal possuir-se tamb\u00e9m uma forma de se receber o canal de descida em simult\u00e2neo, ( sobretudo para se poder escutar a pr\u00f3pria emiss\u00e3o e dessa forma se corrigirem quaisquer eventuais defeitos como os desvios do efeito Doppler provocado por alguns fen\u00f4menos f\u00edsicos comuns a todas comunica\u00e7\u00f5es espaciais).<\/p>\n<p>Para facilitar tecnicamente esta tarefa, o canal de subida e o de descida est\u00e3o em segmentos diferentes bandas situadas nas faixas de freq\u00fc\u00eancias atribu\u00eddas ao servi\u00e7o de amador por sat\u00e9lite. A correspond\u00eancia entre freq\u00fc\u00eancias nas duas bandas pode ser invertida ou n\u00e3o. Nas correspond\u00eancias n\u00e3o invertidas sabemos que basta somar ou subtrair um n\u00famero certo de MHz para acharmos o resultado certo dessa convers\u00e3o.<\/p>\n<p>Para nos deslocarmos dentro do segmento de opera\u00e7\u00e3o desses sat\u00e9lites sabemos que dever\u00e1 ser percorrido o mesmo espa\u00e7o numa e noutra banda para tudo bater certo se n\u00e3o houver qualquer tipo de fen\u00f4meno que possa ser integrado nas exce\u00e7\u00f5es \u00e0 regra. Vamos tomar com exemplo o fator de convers\u00e3o de \u2013 116,400 MHz. Se estivermos a emitir no canal de subida em 145,825 MHz devemos ir escutar a freq\u00fc\u00eancia de 29,425 MHz para a resposta ou mesmo para monitorizarmos a nossa pr\u00f3pria emiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Se nos deslocarmos depois para 145.850 MHz a freq\u00fc\u00eancia de escuta para o canal de descida passa ent\u00e3o para 29,450 MHz e assim sucessivamente. Usaremos neste caso como exemplo um canal de subida na freq\u00fc\u00eancia de 145,825 MHz ao que corresponde um canal de descida em 435,225 MHz.<\/p>\n<p>Se avan\u00e7armos para a freq\u00fc\u00eancia de 145,850 MHz n\u00e3o teremos como correspondente o canal de descida em 435,250 MHz, como no exemplo anterior, mas de 435,200. A explica\u00e7\u00e3o adv\u00e9m de n\u00e3o haver uma convers\u00e3o direta fixa de + 289,400 MHz, pois no canal de subida \u00e0 medida que vamos aumentando a freq\u00fc\u00eancia vamos diminuindo no canal de descida e vice-versa.<\/p>\n<p>Nesta ordem de id\u00e9ias chegamos \u00e1 conclus\u00e3o que na freq\u00fc\u00eancia do centro da banda haver\u00e1 a\u00ed sim uma diferen\u00e7a fixa de cerca de 289,300 MHz que vai aumentando \u00e0 medida que nos deslocamos para os extremos da banda em qualquer das dire\u00e7\u00f5es. Esta norma \u00e9 valida quer para os casos em que a freq\u00fc\u00eancia de descida \u00e9 superior \u00e0 de subida ou em caso contr\u00e1rio como no primeiro exemplo.<\/p>\n<p>Quando as correspond\u00eancias se invertem como no segundo exemplo, o efeito Dopller \u00e9 mais f\u00e1cil de controlar. Este fen\u00f4meno deve-se \u00e0 velocidade de desloca\u00e7\u00e3o entre o sat\u00e9lite e a esta\u00e7\u00e3o terrestre fixa sendo proporcional \u00e0 freq\u00fc\u00eancia do sinal. Nos casos das comunica\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s de sat\u00e9lites com \u00f3rbitas circulares ou el\u00edpticas este ligeiro desvio de freq\u00fc\u00eancia \u00e9 diferente consoante cada faixa de freq\u00fc\u00eancias do servi\u00e7o amador por sat\u00e9lite A diferen\u00e7a de freq\u00fc\u00eancia est\u00e1 tamb\u00e9m relacionada com a altitude.<\/p>\n<p>Em sat\u00e9lites de \u00f3rbita el\u00edptica o efeito de Doppler no apogeu \u00e9 cerca de oito vezes menor do que se faz sentir no perigeu. H\u00e1 ainda que ter em considera\u00e7\u00e3o este fator de desvio na freq\u00fc\u00eancia tanto no canal de subida como no canal de descida. Para a opera\u00e7\u00e3o dos sat\u00e9lites pelos radioamadores existem v\u00e1rios modos pr\u00e9-definidos.  Numa pr\u00f3xima oportunidade vamos ficar a conhecer alguns sat\u00e9lites e a sua forma de opera\u00e7\u00e3o em particular.<\/p>\n<p>Na esperan\u00e7a de que o presente artigo seja do agrado de todos espero seus coment\u00e1rios, cr\u00edticas ou sugest\u00f5es, p\u00f4r agora despe\u00e7o-me com um forte e cordial<\/p>\n<p>73&#8242; do M\u00e1rio Keiteris \/ PY2MXK<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VOC\u00ca SABE OPERAR SAT\u00c9LITES. Por PY2MXK, M\u00e1rio Keiteris Com este artigo pretendo abrir uma s\u00e9rie sobre este tema ainda pouco conhecido pelos colegas radioamadores. 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